sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

DIRETÓRIO NACIONAL DO PPS DEBATE GREVE DE POLICIAIS E ALERTA PARA GRAVIDADE DA SITUAÇÃO


As paralisações de policiais militares ocorridas na Bahia e no estado do Rio de Janeiro foram alvo das discussões na abertura da reunião do Diretório Nacional do PPS que ocorre nesta sexta-feira em Brasília.

O presidente nacional do partido, deputado Roberto Freire (SP), criticou o governo federal, já que a presidente Dilma Rousseff descumpriu promessa de campanha, ao defender, quando candidata, a aprovação da PEC 300 (piso salarial nacional para os policiais) e agora enrola a categoria. A matéria chegou a ser aprovada em primeiro turno às vésperas da eleição de 2010, mas agora adormece nos escaninhos do Congresso Nacional.

“Essa atitude do governo geral causa indignação na tropa. A greve explodiu porque não houve cumprimento de que iriam aprovar o piso nacional para os policiais”, comentou Freire.

O presidente do PPS lembrou que partido é defensor da desmilitarização e unificação das polícias militar e civil. 

Já o deputado estadual Sargento Aragão (TO), que é integrante da Associação Nacional de Praças Militares, fez um relato da situação da categoria no país. E criticou a forma como Palácio do Planalto trata o caso, principalmente, em relação à paralisação da Bahia.

“Chegou-se ao ponto do ministro da Justiça pedir reserva nos presídios federais para eventuais prisões. A presidente chegou a sugerir tribunais militares estaduais para estabelecer rito sumário no julgamento dos acusados de participarem do movimento grevista”, disse Aragão

Sobre o comentário do presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT), de que a aprovação de um piso nacional para policiais e bombeiros poderia quebrar alguns estados, o líder do PPS, deputado Rubens Bueno reagiu:

"Como pode um presidente da Câmara estar desinformado. A PEC 300 cria um piso e depois de promulgada, o governo terá de mandar uma proposta ao Congresso para tratar de valores.Nada mais que isso está lá no projeto".

Crise geral

Relato do ex-presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara, Raul Jungmann, dá conta de que a crise na polícia pode chegar a Pernambuco. Ele pediu que o PPS se mobilize no sentido de lutar pela aprovação da PEC 300 e pelo desengessamento da polícia militar.

“Estamos diante de uma situação de emergência. Se este gesto da Bahia continuar vai criar algo ruim. Há uma inquietação nos quartéis”, disse. 

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